sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Odisséia Imaginária

Cap. 4
Ao acordar, Sally estava deitada sobre folhagens secas, e diante de seu corpo estava Chester, parado olhando fixamente para ela, como se quisesse mostrar algo
- Chester? - Perguntou a garota
Chester se afastou e miou como dissesse siga-me, Sally caminhou atrás do felino, que foi adentrando por entre a mata, trazendo-a até um pequeno cemitério, ficou parado sobre uma espécie de tumulo com apenas umas pedras sobre ele, Chester começou a cavar sobre o tumulo, Sally aproximou-se dizendo
- Quer que eu cave? - passando a mão sobre os pêlos brancos de Chester
Chester a observou, Sally retirou os pedregulhos sobre o tumulo, e começou a cavar com suas mãos, sem muito entender, quando já estava desistindo sentiu que havia algo ali, parecia ser um baú, desenterrando a pequena caixa de madeira, Sally olhou para Chester
- O que é isso? - Perguntou curiosa
Chester roçou-se em Sally, e miou mais uma vez, Sally apanhou uma pequena pedra que estava próxima a ela, batendo-a contra a fechadura do baú, fazendo com que a caixa se abrisse, ao abrir a caixa, havia um pequeno caderno tão velho que poderia ter sua idade, Sally o retirou da pequena caixa, e começou a folheá-lo, o caderno não parecia conter historias, parecia feitiços, havia de todos os tipos, Sally, esfregou a capa de couro do pequeno livro nas roupas, e então observou que havia um símbolo, mas não era estranho, era familiar, Sally segurou em sua mão à pequena gargantinha que havia recebido do garoto ruivo, e observou os símbolos, eles eram idênticos. Ao correr os olhos por entre a floresta, Sally avistou vários vultos, como se estivesse sendo espiada, Chester estava arrepiado, como se algo estivesse errado, Sally sentiu um frio percorrer por todo seu corpo, Sally colocou o pequeno caderno dentro do bolso de seu vestido e mais alguns itens que estavam na caixa, e correu em direção a trilha, onde era iluminada pelos raios solares, Chester correu tão rápido que não dava para vê-lo, ao chegar na trilha, Sally apoiou-se sobre um tronco cheio de musgos, com folhar verdes e cheio de pequenas flores avermelhadas, Sally de alguma forma sentia-se protegida, mas não sabia o porque, era como se algo estivesse ali por ela
- Chester? - Sally gritou procurando pelo felino jovem
- Chester, cadê você? Chester – Continuou ela
Pensamentos surgiram em sua cabeça, então toda a sensação de segurança foi, e agora era como se tivesse perdido a única coisa que a importava, Sally sentiu a garganta coçar, seus olhos encheram de lagrimas, suas mãos estavam tremulas então a mesma pensou que ele poderia ter voltado para a casa, então surgiu a imagem da sua tia Úrsula, o quanto ela estaria furiosa por ela ter saído e não ter voltado agora, que horas seriam, ela realmente sentia seu coração apertado. 

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