quarta-feira, 16 de novembro de 2011

odisséia imaginária

Cap. 1

O vento morno que soprava naquela noite de lua clara, tocou o rosto de Sally que estava sentada na varanda, observando o céu estrelado, e sonhando com alguém especial, um jovem cheio de alegria, amistosidade e principalmente amor. Ela fechou os olhos e suspirou, onde estava seu príncipe? Quando a voz esganiçada de sua tia avó ecoou por todos os lados, assustando a pobre moça.
- Onde é que você está? - Gritou Úrsula saindo para fora da casa. - Sua preguiçosa não lavou o prato do Chester. - Gritou ela.
- Perdão tia, ele estava comendo... - A jovem foi interrompida com o miar de um bichano que roçou em suas pernas quase que pedindo desculpas.
- Já para dentro, menina inútil e termine as tarefas, onde estava com a cabeça de ficar com você... - Resmungou Úrsula, puxando os cabelos grisalhos e despenteados para trás tentando arruma-los.
Uma pequena gota de lagrima se formou no canto de seus olhos e apanhando o pratinho do gato, foi para a pia lavar. Enquanto a água fria caia em suas mãos pequenas ela continuou a sonhar, desejando estar em outro lugar, encontrar alguém que a amasse, pois já não havia mais ninguém em sua vida, sua mãe e pai haviam morrido em um acidente de carro, deixando-a órfã, indo morar com sua avozinha Ellen, que a abrigou com amor, mas junto da avó havia Úrsula sua irmã mais velha, amarga e solteirona cheia de ódio e rancor, sem amor algum no coração. Após alguns anos Ellen faleceu deixando-a mais uma vez sozinha e a merce da bruxa Úrsula.
Sally estava angustiada, já cansada e triste suspirou profundamente e foi para a cama que ficava ao lado do fogão, ali mesmo na cozinha fria e pequena, sua companhia era o gato branco rajado de amarelo Chester, que pertencia a sua tia avó, mas por algum motivo o felino gostava dela, e não desgrudava da moça triste.

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